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Jovem À Rasca

O Blog: Se fosse comida era uma tosta mista, com fé de se tornar Francesinha. Se fosse desposto era xadrez, com fé de se tornar futebol. Se fosse bebida era água com gás, com fé de se tornar um mojito.

Jovem À Rasca

05
Fev18

Opinando sobre "O Homem de Giz"- C. J. Tudor

Jovem à Rasca

C. J. Tudor já deve estar farta de ser comparada ao Stephen King, por isso vamos por desta maneira: Esta escritora está para os thrillers, assim como a manteiga está para a torrada, a Beyonce está para a música, as batatas estam para a francesinha, como o Dalai Lama está para o Budismo.

 

Li este livro em menos de 48 horas. Uma leitura fácil que não empata, aliás logo na primeira página há o relato da cena chave para o resto da história.

Capa Homem de Giz.jpg

 

'Resumozíssimo" do livro: Um grupo de amigos (4 rapazes e 1 rapariga) há 30 anos, aceitaram a brincadeira do novo professor peculiar, onde usavam desenhos em giz para deixar recados uns aos outros. Começam a aparecer mensagens que nenhum deles escreveu, mas que os conduzem a um cadáver, bem conhecido. Passado 30 anos, quando os sobreviventes achavam que já tudo tinha acabado, o Eddie (personagem principal) recebe uma carta com o Homem de Giz e descobre que afinal o jogo ainda não terminou.


A este livro dou  de 5.

As 4 estrelas ganham-se porque:

 A escritora não perde tempo a empatar o enredo e em cada capitulo acontece sempre alguma coisa. Um dos problemas recorrentes dos thrillers é as descrições intermináveis para dar ao leitor mais material para se arrepiar e envolver, neste livro conseguimos entrar no enredo sem ter de ler 4 páginas da descrição da casa.

 O toque de terror (ao estilo de Stephen King) está presente nos pesadelos de Eddie e ainda que não faça o leitor desconfiar de ações sobrenaturais é o suficiente para nos deixar num ambiente assustador.

 O livro é contado em dois tempos, 1986 e 2016, que se vão alternando entre si, ou seja, há uma narração de um adolescente e posteriormente do adulto, faz com que o leitor consiga aproximar-se mais da personagem porque "a viu crescer".

 No meu caso adoro livros que envolvam crianças e ter um livro contado por uma, mas sem se tornar infantil é tão raro que ao encontrar um, facilmente me rendo. Foi o caso. Acrescentado o facto de mostrar que infância não é sinónimo de inocência e que até elas têm segredos que não podem/devem ser revelados...Perfeito!

 São tratados temas delicados que dão à história um clima mais pesado e real, como a religião/fanatismo, aborto, pedofilia (?), violência doméstica, doença mental.

 O enredo é interessante e não cai em voltas rebuscadas, mantém-se simples, mas imprevisível. O uso de homens de giz dá um toque curioso, que se afasta dos clichés torna tudo mais sombrio. 

 

Uma estrela perdeu-se porque:

 Faltava-lhe qualquer coisa para ser um livro ESPETACULAR. As personagens, apesar de interessantes, foram pouco exploradas no nível sentimental. Temos vislumbres do interior de cada uma, mas o facto de ser contado por um adolescente com medo de lidar com sentimentos (como todos), fez com que não pudéssemos entrar na bolha dos amigos. 

 O final ainda que seja imprevisível não me satisfez completamente. Não deixa nada em aberto e isso é ótimo, mas não senti o embate duro da realidade. (Não posso dizer mais nada em relação a isto sem desvendar o fim...)

 

Concluindo, é um excelente livro para quem gostar de um bom thriller/terror, mesmo que não seja o livro da minha vida, foram 48 horas em que fiquei completamente presa e isso é a melhor coisa que nos pode acontecer ao ler.
Divirtam-se!

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